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Casos de uso · Advocacia

No seu escritório já tem alguém usando IA.

Provavelmente num chat gratuito, com documento de cliente dentro, sem nenhuma regra escrita. A IA não vai entrar no escritório. Ela já entrou. O treinamento organiza o que já está acontecendo, e coloca no padrão da casa.

O ponto cego

O problema não é adotar. É o que já foi adotado.

Em escritório pequeno e médio, a IA entra pela porta dos fundos. Um sócio joga o processo no chat pra resumir. Alguém da equipe testa uma minuta. Funciona, então vira hábito. Só que ninguém decidiu nada: não existe regra do que pode entrar, não existe registro de quem usou, e a conta costuma ser pessoal, não do escritório.

Isso não se resolve proibindo, porque a proibição não pega. Se resolve dando um caminho melhor que o atalho.

Hoje
  • Conta pessoal
  • Sem registro
  • Sem regra
  • Documento de cliente
Depois
  • Conta do escritório
  • Uso registrado
  • Regra escrita
  • O que é sigiloso fica fora
Onde a IA entra

As rotinas que tomam o dia do escritório.

Não é sobre “usar IA”. É sobre nove tarefas específicas que todo escritório de contencioso repete toda semana. Em cada uma, a IA entra num ponto diferente, e sai antes da decisão jurídica.

RotinaComo é hojeO que muda
Revisão de peça
Como é hojeA peça vem da equipe e alguém sênior precisa ler inteira antes de sair. Uma peça grande toma perto de uma hora, todo dia.
O que mudaA peça volta marcada: o que fugiu do padrão da casa, o erro que se repete, o que ainda precisa ser conferido. A revisão continua humana, só começa mais adiante.
Entrada de ação nova
Como é hojeBaixar o processo, criar pasta, cadastrar, ler a inicial, extrair dados, cruzar pedidos, montar o e-mail pedindo documento ao cliente. Meia hora larga por ação.
O que mudaA leitura da inicial já devolve os dados, os pontos que precisam de resposta do cliente e o e-mail de solicitação pronto pra conferir e enviar.
Ata de audiência
Como é hojeA ata não chega por publicação. Alguém lê, identifica cada obrigação e lança uma por uma, contando prazo no calendário. Dez ou onze lançamentos por ata.
O que mudaA ata lida devolve a lista de obrigações com o prazo calculado, na margem de segurança do escritório, pra conferir e lançar.
Triagem de documento do cliente
Como é hojeA conferência acontece perto do protocolo. Se falta documento, não sobra tempo de pedir. Revisa duas vezes.
O que mudaA conferência sai na chegada: o que está faltando, o que está com defeito de forma e o que é arriscado juntar contra a própria tese.
Status para o cliente
Como é hojeO cliente cobra. Traduzir a movimentação em linguagem que ele entende toma tempo, então não é feito, então ele cobra de novo.
O que mudaA movimentação vira mensagem curta, em português de cliente, pronta pra revisar e enviar. Menos cobrança chegando.
Leitura de processo longo
Como é hojeAnálise que depende de ler cento e poucas páginas atrás de período, empresa, função, ruído. Só quem tem olho treinado faz.
O que mudaA leitura vem organizada e apontando o trecho de origem de cada afirmação, pra conferência rápida. O critério continua sendo do advogado.
Petições que se repetem
Como é hojeSisbajud, teimosinha, quesitos, indicação de assistente, juntada de planilha. Quase iguais entre processos, refeitas do zero.
O que mudaA petição sai montada no modelo da casa, obrigando o preenchimento do que é específico daquele caso.
Proposta e contrato de honorário
Como é hojePrecificar exige ler processo que às vezes não fecha. O contrato demora tanto pra montar que com cliente próximo acaba não sendo feito.
O que mudaProposta no formato que o cliente entende, com o valor final claro. Contrato preenchido em minutos, e aí ele passa a ser feito sempre.
Reunião com cliente
Como é hojeOu você presta atenção, ou você anota. Depois ninguém entende a própria anotação e pergunta tudo de novo.
O que mudaCom aviso e consentimento, a reunião vira registro organizado, com o que foi combinado e o que ficou sem resposta.

Em nenhuma delas a IA assina, protocola ou decide. Ela chega até a porta e para.

Os limites

Num escritório, o que a ferramenta não faz importa mais.

Essas regras não são disclaimer. São o desenho. Se uma delas cair, o escritório para de confiar na ferramenta, e aí não adianta ter economizado tempo nenhum.

  • Processo em segredo de justiça não entra em ferramenta nenhuma.

    Não é configuração, é linha dura. Esses casos seguem 100% manuais.

  • Nenhuma peça sai sem passar por advogado.

    A ferramenta entrega rascunho e apontamento. A assinatura é sempre humana.

  • Nada de jurisprudência inventada.

    A ferramenta só cita o que está no material que você forneceu. Se não está lá, ela diz que não achou.

  • Toda afirmação aponta de onde veio.

    Pra conferir em segundos em vez de reler tudo. Se não dá pra conferir, não serve.

  • A margem de prazo do escritório é intocável.

    A regra de segurança de prazos nasceu de perda real. Nenhuma automação encurta isso.

  • Nada de peça de linha de montagem.

    Escritório boutique não vende peça padronizada. A ferramenta carrega o padrão de escrita da casa, não um padrão de mercado.

  • Captação ativa não é assunto.

    A OAB veda prospecção. Nada do que a gente monta serve pra buscar quem não procurou o escritório.

Como a gente ensina

Sócio e equipe não podem aprender na mesma sala.

Parece detalhe e é o que decide a adoção. Os dois públicos estão em pontos diferentes e, principalmente, têm medos diferentes. Juntar os dois num conteúdo só trava os dois.

SóciosEquipe
Onde estão
SóciosJá usam, por conta própria, em trabalho real
EquipeNão usam, ou usam escondido
O que temem
SóciosFicar atrás do mercado
EquipePerder o emprego
O que precisam
SóciosGovernança, ambiente seguro e ferramenta melhor que o atalho atual
EquipeFundamento, confiança e permissão explícita pra usar
Se juntar tudo
SóciosPerdem tempo com o básico e desengajam
EquipeSe sentem atrasados e travam

Por isso o treinamento roda em dois blocos, no mesmo dia ou em dias separados. E a mensagem pra equipe é sempre a mesma: ninguém está saindo. Está mudando de quem executa pra quem confere.

Para quem é

Faz sentido se o seu escritório já...

conta pessoal

Tem gente usando IA e você não sabe em qual conta.

Não dá pra governar o que não está escrito. O primeiro entregável é a regra de uso, não a ferramenta.

Tem sócio preso na operação.

Enquanto a revisão e o prazo tomam o dia, ninguém está olhando pro que faz o escritório crescer.

Guarda o conhecimento na cabeça de duas pessoas.

Quando essas duas faltam, a fila para. Escrever a regra é o que tira o escritório dessa dependência.

Já testou o ChatGPT e achou genérico demais.

Peça sem configuração sai com cara de qualquer um. O treinamento parte do padrão de escrita do seu escritório.

Como entregamos

No formato que o escritório aguenta.

Escritório não para. A gente encaixa.

Presencial

In company, meio período por trilha, com os documentos do próprio escritório na mesa.

Online ao vivo

Mesmo conteúdo, remoto, pra quem tem gente em outra praça.

Híbrido

Encontro presencial com os sócios e acompanhamento remoto da equipe.

Gravado

Conteúdo assíncrono pra quem entra depois. Serve como onboarding de quem chega no escritório.

Vamos conversar

Vamos tirar o escritório da operação.

Respondemos em até 1 dia útil.

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